Autor: Dr Paulo Branco de

Proctologista com uma experiência de 34 anos no diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças anais nos heterossexuais e desses 17 anos dedicados aos gay’s através de artigos e vídeos educativos descritos no meu site, canal de vídeos no YouTube e blogs.

Introdução:

Os gays na minha experiência clínica tiveram algumas doenças diagnósticadas e tratadas com maior freqüência que os heterossexuais que foram a fissura anal crônica, as proctites ou inflamação do ânus e as DSTs ou doenças anais sexualmente transmissíveis como a gonorreia, clamídia, sífilis e verrugas de hpv na pele perianal, canal anal e mucosa do reto que terão o seu diagnóstico e tratamento descritas com detalhes neste atlas fundamentadas na minha experiência ao longo dos 17 anos dos meus 34 anos de vida médica profissional.

DST NOS GAYS:

– Verrugas de hpv:

TRANSMISSÃO: são causadas pelo vírus hpv transmitidos geralmente pela relação sexual sem camisinha e na relação anal entre homens gays.

Camizinha: Figura abaixo.

YouTube: vídeo como usar a camisinha para a relação anal no gay. Médico proctologista Dr Paulo Branco faz palestra no seu canal de vídeos educativos como colocar e retirar a camisinha para evitar a contaminação por uma DST:

Pomada: Tratamento das verrugas de hpv com pomadas poderá causar ferimentos na pele perianal.

Conduta: Não indico pomadas para tratar as verrugas de hpv no gay.

Verrugas de hpv no anal e retal no gay:

Veja na sequencia abaixo:

ATENÇÃO: CONDILOMA ACUMINADO.

Nunca deixe chegar neste ponto porque começou com uma a três verrugas.

DETECTAR AS VERRUGAS:

Exame: Anuscopia.

DETECTAR A CARGA VIRAL: Exame: Anuscopia de alta resolução:

Pomadas só indico as imunomoduladoras para tratamento da carga diagnósticada pela anuscopia de alta resolução como na figura:

Fissura anal:

Definição:

É uma pequena ferida geralmente de forma triangular e presente em 75% das vezes na comissura posterior da abertura anal e em 25% na anterior.

Causa:

Resulta de uma associação das fezes duras e volumosas resultante de uma dieta pobre em fibras com um músculo esfíncter interno do ânus chamado de hipertônico ou com pressão muito alto de modo que essas fezes ao chegarem no reto distendem as suas paredes acionando receptores de pressão chonhecidos como baroreceptores que avisam o cérebro que este deverá relaxar o músculo esfíncter interno do ânus permitindo a saída do bolo fecal e assim ocorrerá a fisiologia normal da evacuação que ocorrerá sem esforço mas se as fezes forem muito duras e grossas ao passarem pelo músculo esfíncter interno com pressão muito alta determinará o esgarçamento da pele anal com o aparecimento de início de uma pequena ferida de forma triangular diagnósticada como FISSURA ANAL.

Sintomas: Dor intensa, em pontada lacerante acompanhada geralmente pela perda de sangue vermelho vivo durante as evacuações.

Diagnóstico:

Pela associação dos sintomas clínicos de uma dor intensa com sangramento vermelho vivo e pela visualização da fissura anal pela simples inspeção do proctologista experiente durante o exame clínico porque em cerca de 95% dos casos está presente logo na abertura anal e se necessário endoscópico chamado de anuscopia para as fissuras que estão presente na parte posterior do canal anal.

Classificação:

Aguda e crônica.

Fissura anal aguda:

– RELAÇÃO ANAL E SEXO ANAL, cuidados que os gays deveram ter:

1- FOCO DO TRATAMENTO DA FISSURA ANAL: Por essa explicação acima sobre a causa da fissura anal o gay passivo já pode entender que qualquer tipo de tratamento deverá atuar diminuindo a pressão do músculo esfíncter interno do ânus seja com pomadas ou cirurgia.

2- RELAÇÃO ANAL: O Gay passivo deverá controlar o ativo no início da penetração.

3- EREÇÃO DO GAY PASSIVO: O gay passivo deverá evitar ter ereção no momento da penetração porque se acontecer o seu esfíncter poderá ficar mais contraindo ainda piorando a fissura anal ou reabrindo a mesma se estiver fechada.

4- RELAÇÃO ANAL: Eu peço para os meus pacientes gays não fazerem o sexo anal enquanto a fissura não cicatrizar com pomada ou cirurgia com laser.

5- RELAÇÃO ANAL: Exigirá fazer uma boa lubrificação e respeitar o tempo de relaxamento dos músculos anais.

Fissura anal crônica:

– Conceito:

Fissura anal crônica: E uma ferida profunda geralmente de forma triangular e localizada em 75% no ângulo posterior e em 25 % no ângulo anterior.

– Sintomas: dor intensa com sangramento vermelho vivo durante as evacuações ou sexo passivo sucedida de uma ardência anal:

– Diagnóstico: Somente pela inspeção clínica confirmei o diagnóstico em 98% dos casos.

Tratamento: Cirurgia com laser sob anestesia local e sem internação.

Foco da cirurgia: Baixar a pressão do músculo esfíncter interno do ânus que é o causador da fissura anal.

Pomada: Não indico no tratamento da fissura anal crônica pela possibilidade de retorno da fissura anal crônica que é de 42%.

Pós-operatório da cirurgia da fissura anal crônica com laser sem internação e sob anestesia local:

– Guia alimentar: Escrito pelo Dr Paulo Branco.

– Laser cicatrizante.

– Acompanhamento pelo WhatsApp por 24hs.

Hemorroidas:

Classificação:

1- Externas: Começam e acabam fora da abertura anal sao os conhecidos PLICOMAS que incomodam pelo aspecto estético e higiênico principalmente nos gays passivos chegando em a interferir nas suas vidas sexuais.

2- INTERNAS:

Grau I/II: Estão dentro do reto revestidas somente por mucosa do reto.

Grau III: Originalmente começa no reto mas com o esforço para evacuar sai ou prolapso mas somente até a abertura do reto e após sessar o esforço para evacuar retorna para o reto.

SINTOMAS: Ardência, coceira e perda de sangue vermelho vivo que goteja no vaso sanitário ou poderá manchar de vermelha o papel higiênico deixando o gay preocupado.

Tratamento das Hemorroidas internas de grau II/III sintomáticas na minha clínica:

1- Alimentação com 30g de fibras associada a 2l de líquidos:

Atenção: Alimentação pobre ou sem fibras insolúveis de preferência formam fezes endurecidas que traumatizam a região anorretal e determinam esforço para serem evacuadas o que determinará dilatação dos plexos venosos formados por veias que iram dilatar é assim seriam diagnósticadas como Hemorroidas internas:

Grau I/II: Estão dentro do reto revestidas somente por mucosa do reto.

Grau III: Originalmente começa no reto mas com o esforço para evacuar sai ou prolapso mas somente até a abertura do reto e após sessar o esforço para evacuar retorna para o reto.

Dupla ligadura elástica guiada pelo Doppler:

Hemorroidas grau IV:

Tratamento: O padrão ouro e a cirúrgica que faço com laser sob anestesia local e sem internação.

Hemorroidas internas de grau IV: